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Um agente que programa enquanto você dorme — com rédea

Você manda mensagem no WhatsApp ou no Telegram, um bot orquestrador abre sessões de Claude Code e de Codex num computador só dele, cada tarefa vira um branch e um Pull Request, e de manhã você só aprova. Escrever código sim. Publicar em produção e mexer na base de dados, nunca.

A regra que manda em tudo: o agente propõe, você aprova. A segurança não pode depender do agente "se portar bem" — tem de estar nas permissões. Se ele não tem a chave, não abre a porta.

1. A arquitectura em 30 segundos

  1. Você → manda a tarefa por mensagem ("corrige o bug do login no repo X").
  2. Bot orquestrador (ex.: Grokbot, ou um bot que você mesmo monta) → recebe a mensagem, escolhe o repo e lança uma sessão.
  3. Computador do agente → uma máquina ou VM dedicada, com conta de utilizador própria. Lá dentro: git, terminal, Claude Code, Codex e o que o projecto precisar.
  4. Sessão de Claude Code ou Codex → trabalha numa worktree isolada, num branch novo. Faz commit, push do branch e abre um PR em rascunho.
  5. GitHub → o main está protegido: nada entra sem PR e sem a sua aprovação.
  6. De manhã → o bot manda-lhe a lista de PRs. Você revê, aprova e faz merge. Ou fecha.

O orquestrador é a peça que troca. Este guia não depende de nenhuma marca: qualquer bot capaz de receber uma mensagem e correr um comando na máquina do agente serve. Confirme na documentação do seu orquestrador o que ele faz de facto.

2. O que o agente pode e o que nunca pode

3. Como impor isto de forma técnica (por camadas)

Pense em três camadas. As duas primeiras são o muro. A terceira é o cinto de segurança.

Camada 1 — O que não está na máquina não pode ser usado

Camada 2 — O GitHub recusa no servidor

Atenção: um token com escrita no repo consegue fazer push para main se não houver protecção. A protecção do branch é que fecha a porta, não o token. E em repos privados, alguns destes controlos podem exigir um plano pago do GitHub — confirme no seu plano.

Camada 3 — O agente é travado antes de tentar

No Claude Code, dá para negar comandos por configuração e bloquear com um hook que corre antes de cada comando de terminal. A ideia, em duas linhas de exemplo:

"deny": ["Bash(git push origin main:*)", "Bash(supabase db push:*)", …]
# hook antes de cada comando: se for push para o main, deploy ou migration → recusa

Por baixo, um hook de git pre-push em cada clone do agente recusa qualquer push para main ou master, mesmo sem argumentos. No Codex, o equivalente é o modo de sandbox e de aprovações, com as mesmas regras escritas no AGENTS.md.

No pacote: o settings.json, o hook e o pre-push prontos e testados, com os casos que apanham e os que deixam passar de propósito (um ramo chamado agente/maintenance não pode ser confundido com o main).

Seja honesto consigo: regras de deny e hooks são cinto de segurança, não muro. Um agente pode dar a volta (um bash -c, um script, um alias). Por isso as camadas 1 e 2 são as que contam. E nunca use modos que saltam todas as permissões fora de uma VM isolada e descartável.

As regras por escrito: CLAUDE.md / AGENTS.md

O agente lê estes ficheiros no início. Não são segurança, mas evitam que ele perca tempo a tentar o proibido. O essencial: trabalha sempre num branch novo, corre testes antes de entregar, abre PR em rascunho a explicar o que mudou, e pára se a tarefa precisar de algo proibido.

No pacote: o CLAUDE.md e o AGENTS.md completos, mais o template de PR.

4. O orquestrador: como ele lança as sessões

Seja Grokbot, um bot que você programou, ou outra ferramenta, o que ele faz na máquina do agente é basicamente isto, por tarefa:

# 1. clone isolado por tarefa (worktree = pasta própria, branch próprio)
cd ~/repos/meu-projecto
git fetch origin
git worktree add ../wt/login-fix -b agente/login-fix origin/main
cd ../wt/login-fix

# 2. sessão não interactiva do Claude Code (ou do Codex)
claude -p "Corrige o bug do login descrito em ISSUE.md. Segue o CLAUDE.md."
#   alternativa: codex exec "..."   (confirme o comando na sua versão)

# 3. entrega
git push -u origin agente/login-fix
gh pr create --draft --fill

5. A noite e a manhã

  1. Antes de dormir: manda 3 a 5 tarefas pequenas e bem descritas. "Melhora o app" não é tarefa. "No ecrã de login, o botão fica activo com o email vazio — desactiva-o e adiciona teste" é.
  2. De noite: o orquestrador abre uma worktree por tarefa, corre as sessões, e cada uma termina num PR em rascunho (ou numa nota a dizer porque parou).
  3. De manhã: recebe no telemóvel a lista — tarefa, link do PR, estado dos testes.
  4. Revisão: abre o PR, lê o resumo e o diff, vê o CI. Se estiver bom, aprova e faz merge. Se não, comenta e manda o agente corrigir na noite seguinte, ou fecha.
  5. Deploy: acontece como sempre aconteceu no seu projecto — por si ou pelo CI depois do seu merge. Nunca pelo agente.

6. Checklist rápida antes da primeira noite

Quer isto pronto, sem andar a juntar peças?

Agente com Rédea — pacote + grupo: a versão pronta a instalar deste manual, com o orquestrador nocturno já configurado, mais o grupo privado de quem já está a montar. Uma pasta com CLAUDE.md/AGENTS.md, settings.json, o hook que trava produção, o script que protege o main, o template de PR, o workflow issue → PR → revisão e os prompts do orquestrador.

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